Luiz Gonzaga

O artista plástico escultor J. Maciel é Pernambucano do Recife, J. Maciel iniciou sua trajetória profissional na década de 1980, quando conceituou todo o seu trabalho na preservação ao meio-ambiente através do desenvolvimento sustentável.

O artista utiliza como principal matéria-prima o metal, sobretudo, alumínio reciclado na sua fundição artesanal (de seu atelier ao ar livre, situado na Zona Rural do Bairro de Ouro Preto, em Olinda/PE), assim também como outros produtos que são reciclados para a criação e execução das obras esculpidas em diversos moldes e temas, retratando e imortalizando personalidades de diversos segmentos, agraciados com monumentos em múltiplos espaços da cultura do Brasil.

O escultor é o autor do gradil, à beira-mar, de Porto de Galinhas, em Ipojuca-PE, intitulado “Fundo do Mar”. J. Maciel é um artista diverso, pois desenvolve obra – tanto abstrata quanto acadêmica –, retratando com fidelidade a forma humana. Foi ele o artista quem esculpiu, em bronze, a obra de Luiz Gonzaga o Rei do Baião, instalada no Parque Asa Branca, inaugurada no dia do centenário de nascimento do “Pernambucano do Século XX”, em 13 de dezembro de 2012. No mesmo ano, esculpiu “O Rei do Bolero” Altemar Dutra, em Piranhas-AL. Ele fez também os Marechais, em bronze, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, localizados na praia da Avenida da Paz, Maceió/AL (passagem indispensável dos turistas que visitam a capital). O escultor é o autor do painel artístico, em alumínio reciclado, intitulado “Nossa Cultura”, situado no prédio anexo da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. A obra interage com o edifício central da Assembleia Legislativa e com todo o conjunto arquitetônico secular local. No painel de 49 desenhos foi utilizado cerca de 30 toneladas de alumínio reciclado, artesanalmente, e transformado em arte figurativa inspirada no Cordel. Em 2010, o escultor realizou a estátua de Nossa Senhora da Penha com seis metros de altura, instalada na lateral do Santuário da Penha, em João Pessoa/PB (monumento em alumínio reciclado fundido). Ainda, em João Pessoa da Paraíba, o artista esculpiu, em 2009, o poeta Livardo Alves num banco de praça (tudo em bronze); em 2010, esculpiu em bronze, o poeta popular Caixa D’água, escultura instalada no Centro da cidade; em 2011, esculpiu em bronze, “O Rei do Ritmo” Jackson do Pandeiro, escultura instalada n’O Ponto de Cem Réis, no coração da capital paraibana; no ano de 2014, esculpiu, também em bronze, Augusto dos Anjos – o poeta do “Eu”, no tamanho natural, instalada na Academia Paraibana de Letras; e, mais recente esculpiu também em bronze o escritor, poeta e dramaturgo Ariano Suassuna e um portal em alumínio fundido para compor o hall de entrada do teatro Pedra do Reino no Centro de convenções de João Pessoa-PB.

Sobre J. Maciel, o mestre escultor Francisco Brennand, diz: “… O talentoso escultor Jurandir Maciel vem de uma vertente mais do que conhecida de escultores pernambucanos, a partir dos dois mestres Bibiano Silva e Cassemiro Fernandes, que ensinaram na Escola de Belas Artes e na Escola Técnica. O escultor Abelardo da Hora foi uma magnífica amostra dessa militância, passou pelo crivo dos dois mestres e dele, Abelardo da Hora, nasceram no Recife vários outros artistas de boa cepa, como Corbiniano Lins e, agora, Jurandir Maciel… Além de desenvolver o seu ofício como artista da sua época, Jurandir é um escultor capacitado a fazer bustos (retratos) de uma fidelidade acadêmica. Assim aconteceu com o magnífico busto de Waldemir Miranda, membro da Academia Pernambucana de Letras. Uma obra-prima, digna de um escultor italiano como Giacomo Manzú.”

O mestre escultor Abelardo da Hora (in memoriam), assim escreveu sobre o artista (o manuscrito segue, anexo): “Fui visitar o atelier do Escultor Jurandir Maciel e fiquei surpreendido com o que vi. Jurandir que se assina J. Maciel é um Escultor de muita sensibilidade, além de um grande fundidor de bronzes maravilhosos. As esculturas de Jurandir têm uma bela modelagem e um desenho muito equilibrado que é quase musical na sua rítmica volumétrica. Acho Jurandir um Escultor sério e um artista consciente de sua missão. Transmiti essa opinião a ele e aconselho a prosseguir nesse caminho para a grandeza e o enriquecimento de nossa arte e de nossa cultura.”

.